
BREVE HISTÓRICO DO PALÁCIO
Criado originalmente como uma casa de Axé, o Ilê expandiu sua atuação para a área social e cultural ao longo das décadas.
A instituição foca na luta contra a intolerância religiosa e na valorização da ancestralidade por meio dos saberes tradicionais.
O terreiro une parceria desde a criação da RENAFRO Saúde (Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde) em Alagoas. Essa colaboração une a tradição religiosa do terreiro com a promoção de políticas públicas de saúde.
Além da sua responsabilidade como núcleo de saúde, promove atividades vinculadas à educação, arte, Direitos Humanos, eventos e simpósios e enfrentamento ao Racismo Institucional.
O axé atua na preservação cultural e memória ancestral através do Museu Oxum Danguê. Preservando cânticos, danças e a memórias da resistência negra no estado, este espaço serve como um museu vivo da cultura afro-alagoana, buscando contribuir para a etnografia e historiografia do período anterior ao Quebra de 1912, ainda pouco documentado e pesquisado.
HISTÓRIA
Mãe Neide Oyá D'Oxum identifica sua linhagem espiritual principal pertencente ao Nagô com influências de outras nações, culto fundamental da religiosidade afro-brasileira no Nordeste.
Mãe Neide reafirma que suas raízes estão profundamente ligadas ao "Xangô rezado alto", uma prática que simboliza a retomada da liberdade religiosa após períodos de perseguição no estado, como o episódio do "Quebra de Xangô" em 1912.
Sua vida espiritual é inspirada em figuras femininas de resistência como as orixás Oyá e Oxum, tendo como mentora espiritual e guardiã dos saberes, a preta velha Vovó Maria Conga, entidade central do terreiro e uma das mais amadas pelos filhos e filhas.
Mãe Neide é hoje uma das principais guardiãs desse "xangô" que voltou a ser rezado alto, destacando que sua fé é uma forma de resistência política e cultural. Ocupa espaços públicos do país para garantir que a tradição do xangô do Nordeste nunca mais seja silenciada.
